quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

O pobre que desconhecia o prazer

Correr se transformou para mim quase em um exercício de meditação. Assim corro e ao final, depois de ter atingido meu objetivo saio inundado não só de suor quer que escorre pela camisa, não só carregando algumas dores que desaparecerão em poucas horas de descanso e um pouco de gelo,  não só embriagado de cansaço pelo efeito do lacto gracho, mas especialmente embriagado de prazer. Foi isso que um amigo que costumeiramente pega sua bicicleta e a estaciona num banco da orla do calçadão da lagoa não entendia e foi por isso que gritou pra mim depois de me acompanhar com os olhos por cerca de cinco voltas de 1,4 quilômetro : ih, Luiz, nessa idade não tem mais jeito não amigo, o músculo não se desenvolve mais. Ele desconhecia que meu prazer aumenta dia a dia.