quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

O banquete do urubu

O sobrevôo rasante bem a altura de minhas vistas guiado pelo faro (eu acho), ou pela visão apurada ou pelo instinto aguçado pela fome e, pousou bem em cima do corpo putrefando, e ali mesmo fazia o banquete solene. O urubu fazia a limpeza que outros não terminaram ou apenas comia sua parte que outros gentilmente deixaram, pois os bichos da natureza são solidários e comem apenas o que lhes basta e num gesto solidário instintivo pensam no outro. A galinha sem vida também dava sua colaboração sustentando a vida de outra vida.