quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Corpo Estranho

Tudo começou com um pequeno incômodo do meu lado direito que foi aumentando, de aparência feia,  com um olho só e aspecto avermelhado de fogo e queimando que me paralisava e me impedia de fazer o que eu amava.

Preciso fazer uma pausa. Esse meu costume de escrever poesia me força a rimar as palavras. Isso é uma crônica e não uma poesia. Preciso estar consciente disso.

Vamos aos fatos secos e racionais.

Com o crescimento do corpo estranho em mim minha mente foi revirando, meu corpo se contorcendo, principalmente de noite, me deixando prostrado, irritado,  procurava um sossego e não encontrava.

Perdão. De novo essa mania de poesia. Rimar palavras.

Você que é dessas igrejas que pratica o descarrego acho já está se apressando a querer me fazer uma visita. Mas tenha calma meu camarada.

Eita mania do mal! de rimar palavras. Acho que é efeito do corpo estranho.

Prossigamos com a crônica.

Uma amiga condoida com meu estado tentou pelos comentários da minha pagina no Facebook me consolar dando uma explicação científica ao caso, um vizinho meu disse se tratar de um cabrunco e me receitou um remédio do mato.  Aceitei o conselho dos dois, mas o bicho só se rebelava. Não posso dizer que não melhorou. Melhorava e depois piorrava.

Amigos que tumor maldito esse!